domingo, 13 de dezembro de 2009

DOUTOR É...

Alguns doutores, verdadeiramente titulados, afirmam que para governar o Brasil, além de culto o indivíduo deve ser escolarizado, como se títulos e diplomas, por si só, fossem capazes de muita coisa. Há um fato recente, em que uma pessoa que se diz professora e doutora em língua portuguesa afirma que o atual presidente faz desgoverno. Ela escreve bem – como doutora na língua pátria! – Não se poderia esperar coisa diferente. Sente-se prazer em se ler sua produção literária acerca de um assunto que ela, sim, reúne bons atributos para candidatar-se a cargo eletivo qualquer, do mais simples ao mais elevado, e contribuir com o conhecimento que tem e que falta a muitos. Ela soube aproveitar as oportunidades e chegou ao doutorado; não só por oportunidades, mas certamente aliaram-se persistência e dedicação.
Aos desavisados, essa pessoa, com argumentos bem elaborados e usando vocábulos apropriados, pode até convencer por algum tempo, pois há os que enganam muitos por algum tempo; os que enganam alguns por todo o tempo; e, há os que enganam a todos por todo o tempo com recurso das palavras, com falácias e com argumentos equivocados. Não creio que, com tanta cultura e escolaridade, essa pessoa só vê em outros seus aspectos negativos. Se todas as pessoas fossem doutores, pergunto: de que serviria tal título?
Neste imenso Brasil, estou certo de que faltaram e faltam oportunidades para que cidadãos sejam escolarizados e, uma vez existindo oportunidade, é preciso que seja aproveitada; mas, por outro lado, há aqueles que tendo se dedicado alcançaram o autodidatismo, embora seja essa forma de cultura carente daquilo que se aprende durante os ciclos escolares, desde o ensino básico, médio, superior e nas pós-graduações, sejam nos mestrados, doutorados e PHD´s. Um autodidata sempre exibirá alguma deficiência e isso o torna incompleto, principalmente nos conhecimentos básicos de matemática, do vernáculo, enfim de vários conhecimentos que se complementam.
Este artigo não pode ser traduzido como defesa das deficiências culturais do nosso presidente. Ele é um vitorioso e o Brasil também. Outros presidentes que o precederam, dotados de escolaridade plena, nada melhor que este fizeram. Hoje, talvez por força da conjuntura mundial, nos aspectos políticos e econômicos, ele tenha logrado alcançar maior respeito perante a comunidade internacional: hoje não se fala em dívida externa; o FMI que nos causava pesadelos no passado, tem empréstimos feitos com o Brasil. Tudo isso, um presidente sem escolaridade conseguiu! Imaginem se fosse doutor? Apesar de tentativas o Real teima em se valorizar frente às moedas estrangeiras!
O aspecto mais negativo, não se pode debitar apenas ao governo atual, é a corrupção aliada da impunidade. Culturalmente se pode perceber que até nos evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, especialmente na liturgia do dia de hoje, os cobradores de impostos indagavam a João Batista como deveriam proceder e a resposta era de que deveriam ater-se a arrecadar, apenas o devido; policiais também indagavam: como devemos proceder. A resposta era de que não retirassem dinheiro das pessoas com o uso da força e que eles se satisfizessem com seus salários. Vê-se que, embora é esse um antigo hábito não deva ser considerado coisa normal. O seu combate deve ser constante e incondicional – com a aplicação dos rigores da lei e da justiça.

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