sexta-feira, 17 de julho de 2009

ARBORIZAÇÃO NAS CIDADES – Danos e benefícios

Sempre foi recomendada a arborização das cidades, como forma de preservar o verde, que oxigena o ar e recolhe os resíduos carboníferos da atmosfera, propiciando nos organismos vivos, a revitalização obtida com essas trocas: o oxigênio purifica as células vivas que o trocam pela expelição do carbono resultante do processo de queima que gera a energia corporal – responsável pela força que impulsiona os movimentos.
Os resíduos de carbono recolhido pelas plantas servem juntamente com a combinação molecular de água para a produção dos hidratos de carbono – componentes básicos e integrantes da cadeia alimentar dos seres vivos: animais, bactérias e fungos.
O acúmulo de matérias faz crescer as árvores e seus caules se tornam matéria lenhosa constituída pelo acúmulo da biomassa, ou seja, a madeira. Madeira é um bem de múltiplas aplicações, servindo como fonte de energia, quando utilizada na forma de combustível, elemento integrante nas construções de bens móveis e imóveis e até como fonte de substâncias medicamentosas. Até as folhas das árvores tem grande utilidade, inclusive de manter e restaurar a fertilidade dos solos para que plantas de espécies diversas germinem, cresçam e frutifiquem.
Cito como exemplo, a cidade de Vila Velha, em cujas ruas há abundante presença de árvores, que são destinadas ao paisagismo e, algumas vezes, são causa de transtornos, quando caem sobre casas, sobre veículos e interditam ruas ao tráfego, geralmente motivadas por ventanias nos temporais; servem também à moradia dos terríveis cupins, que tanto prejuízos causam nas mobílias de nossas residências. Enfim se há benefícios; existe a contrapartida das desvantagens dessa cultura nos ambientes urbanos.
Nem tudo que se disse acima, torna o assunto conclusivo: a municipalidade deixa de aproveitar o maior recurso que essa vegetação arbórea produz – justamente a madeira. Não é difícil ver-se funcionários da prefeitura de Vila Velha derribaram árvores impiedosamente com suas motosserras, ora para proteger redes elétricas, ora para evitar possíveis danos aos imóveis, trazendo, como cosnequência, dois prejuízos: a perda paisagística e a matéria lenhosa. Tais remoções necessárias devem ser acompanhadas do aproveitamento da madeira resultante que pode, ora ser aproveitada na construção civil nos taipás, ora como elemento integrante na produção de moveleira. Para tanto, cada município deveria fazer o aproveitamento dessa madeira providenciando seu beneficiamento ou alienando-a a empresas que o façam. O que se vê hoje é a remoção das árvores e recortados seus troncos em pequenas toras para serem descartadas nos lixões. Numa época em que as florestas naturais estão praticamente extintas desprezar-se material nobre como a madeiras de nossas árvores urbanas, além de ser desperdício, poderia ser considerado crime ambiental.
Uma vez descartadas as árvores cuja permanência impede a passagem de redes elétricas, redes de água, e feito o seu aproveitamento, no mesmo lugar ou em local mais apropriado, deveria ser plantada nova árvore, para dar continuidade à arborização das ruas e avenidas de todas as cidades. Assim, no futuro haveria sempre mais madeira a ser aproveitada, além de todos os outros benefícios conhecidos.

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