Recebemos a visita de uma família vinda lá das bandas do sul, do Rio Grande do Sul, talvez de Santa Catarina ou do Paraná. Ao todo, eram três pessoas: um casal, marido e esposa, e uma filha, moça feita e bela – loiríssima de olhos azuis e corpo perfeito, longilíneo. Foram recebidos em nossa casa e, agora, Anésia e eu tínhamos na condição de anfitriões ciceronearmos essas visitas. Não sei se eram nossos parentes ou, simplesmente, amigos.
Depois de hospedarmo-los em nosso apartamento numa suíte especialmente destinada a hóspedes, iniciamos a apresentar-lhes nossa cidade de Vila Velha, Estado do Espírito Santo. Primeiramente, guardando o veículo trazido por eles numa vaga extra em nossa garagem. Nem preciso dizer que me tornei o motorista para conduzir esses visitantes, primeiramente fazendo um tour pela cidade de Vila Velha, iniciando por uma visita ao Convento de Nossa Senhora da Penha, praias da Costa, de Itapoã, de Itaparica, da Barra do Jucu e da Ponta da Fruta. Visitamos, ainda em Vila Velha, o Museu Ferroviário, a fábrica de chocolates “Garoto” e quase todas as igrejas localizadas neste município. Agora teríamos que visitar cidades litorâneas e serranas, iniciando pela cidade de Guarapari, de Meaípe, de Piúma e de Marataízes. Na parte serrana, iniciamos com a visita à cidade de Santa Teresa. Nessa cidade, tivemos oportunidade de visitarmos o museu de biologia “Melo Leitão”, participamos de uma missa na Igreja Matriz, cerimônia em que não presenciamos por inteiro, pois tínhamos muitos locais, ainda, a visitar: feira de artesanato, cantinas, locais em que foram adquiridas garrafas de vinho e alguns litros da cachaça “Da Mata”. Marcamos, também, nossa passagem pelo restaurante “Mazzolin Di Fiori”, onde deliciamos pratos da culinária italiana, dentre os quais, os famosos “capelletti”.
Nossos passeios se tornaram oportunidades de prazeroso lazer, que se consumaram graças à atenção aos nossos visitantes. Assim, depois de mais de um ano em que não guiava automóveis, tive, também, meu retorno às pistas como condutor de veículos. Confesso que o fazia com prazer e, ao mesmo tempo, colaborava com o condutor – nosso visitante.
Agora, seria a oportunidade de prosseguirmos com os passeios e deveríamos iniciá-los pelas cidades vicinais da rodovia BR – 262: as cidades de Domingos Martins, Marechal Floriano e Venda Nova do Imigrante, região repleta de atrativos para oportunizar entretenimento aos nossos convidados.
Para alcançarmos inicialmente a BR-10l e retornar ao trevo de Viana para seguir pela BR-262, iniciamos pela Rodovia do Sol e tomaríamos um trajeto de uma via vicinal, ainda não coberta por pavimentação asfáltica. Assim o fizemos, fazendo uma parada num posto de combustíveis á margem da estrada para almoçarmos num restaurante existente no local. Nosso almoço teve com cardápio moqueca capixaba ao molho de camarão. Enquanto faríamos breve descanso para, depois, prosseguir viagem, de repente, eu fui acometido por intensa dor abdominal. Corri para local próximo, aonde havia algumas touceiras do capim colonião e ali caí me sentindo tocado por algo pastoso, como se fosse lama. Não sei se era isto, sei sim! Fedia muito! Dali exalava um odor fétido semelhante a um que ocorre num esgoto a céu aberto, localizado aqui na Praia da Costa, que é conhecido como Canal da Costa. O odor era tão intenso quanto à mistura deste com aquele das instalações sanitárias das estações rodoviárias. Fiquei ali inerte e uma mulher de aparência conhecida disse: – Edgard! É você que está aí? Respondi: Não sou o Edgard; sou o pai dele. Depois, Anésia me prestava socorro, procurando limpar-me com toalhas brancas em que exibiam seus bordados. Que pena! Utilizar material tão nobre para limpar toda essa nojeira?
Depois, não vi mais nossos visitantes, nem sei que rumos tomaram. Acordei deitado em minha cama e me parecia ainda sentir aqueles odores fétidos. Agora não tinha tempo a perder: devia providenciar o nosso lanche matutino, pois meu carrilhão, instalado na cozinha, soava seis longas e melodiosas batidas, demonstrando a que horas da manhã estávamos.
Esta página representa espaço destinado ao registro de artigos do autor Idomar Taufner. Opiniões acerca dos mais variados assuntos, enfim, coisas do cotidiano definidas ocasionalmente nas memórias antigas e recentes. Aceita-se comentários pertinentes aos assuntos abordados, isto é, são sempre bem-vindos.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
MAIS CORTES DE CASTANHEIRAS NA ORLA DE VILA VELHA
Nesta manhã de segunda feira, numa entrevista a um programa de TV, sobre a questão do corte das castanheiras da Praia da Costa, a autoridade municipal entrevistada procurava minimizar o problema, dizendo que o abate de castanheiras, nesse segmento de praia, estará limitado a pequenas intervenções; ficando a maior providência de retiradas dessas árvores restrita às orlas de Itapoã e de Itaparica. Nessas praias, o plantio das castanheiras se deu de forma desordenada. Algumas plantadas por proprietários de quiosques, outras por pescadores instalados na Ponta de Itapoã, assim disse essa autoridade.
Disse, ainda, respondendo a perguntas do repórter da TV, que o adensamento dessas árvores, ao longo da Praia de Itapoã e de Itaparica, prejudica a luminosidade do calçadão, dificulta a ação de vigilância das câmeras instaladas ao longo da orla, favorecendo a presença de criminosos, servindo-lhes de esconderijo e gerando maior insegurança no local.
Questionada tal autoridade, se a municipalidade teria ouvido a população para legitimar essas providências, procurou desviar o foco do questionamento com respostas evasivas.
Pelo tom das explicações que o representante da Prefeitura Municipal dava, durante a entrevista, procurava justificar de que o corte das castanheiras não teria objetivamente a Praia da Costa como alvo; seria implementada a retirada das castanheiras, em maior número, nas praias de Itapoã e de Itaparica. Como o questionamento do assunto tem na Praia da Costa a principal referência e repercussão, uma vez que o assunto deixa de ser privativo deste bairro da Praia da Costa. Logo: os questionamentos de moradores deixam para a população dos bairros vizinhos questionar sobre a legalidade e acertos dessas medidas que, segundo palavras ditas, trata-se de ações que visam melhorias paisagísticas e de segurança para a população.
Agora se pergunta: Seriam as explicações, apenas para reduzir a importância do assunto? Mesmo diante das explicações dadas, a população deveria dar crédito e, simplesmente, deixar que o assunto se resolva por si só? E, quanto aos vizinhos de Itapoã e de Itaparica, teriam simplesmente concordado; mas foram consultados?
Disse, ainda, respondendo a perguntas do repórter da TV, que o adensamento dessas árvores, ao longo da Praia de Itapoã e de Itaparica, prejudica a luminosidade do calçadão, dificulta a ação de vigilância das câmeras instaladas ao longo da orla, favorecendo a presença de criminosos, servindo-lhes de esconderijo e gerando maior insegurança no local.
Questionada tal autoridade, se a municipalidade teria ouvido a população para legitimar essas providências, procurou desviar o foco do questionamento com respostas evasivas.
Pelo tom das explicações que o representante da Prefeitura Municipal dava, durante a entrevista, procurava justificar de que o corte das castanheiras não teria objetivamente a Praia da Costa como alvo; seria implementada a retirada das castanheiras, em maior número, nas praias de Itapoã e de Itaparica. Como o questionamento do assunto tem na Praia da Costa a principal referência e repercussão, uma vez que o assunto deixa de ser privativo deste bairro da Praia da Costa. Logo: os questionamentos de moradores deixam para a população dos bairros vizinhos questionar sobre a legalidade e acertos dessas medidas que, segundo palavras ditas, trata-se de ações que visam melhorias paisagísticas e de segurança para a população.
Agora se pergunta: Seriam as explicações, apenas para reduzir a importância do assunto? Mesmo diante das explicações dadas, a população deveria dar crédito e, simplesmente, deixar que o assunto se resolva por si só? E, quanto aos vizinhos de Itapoã e de Itaparica, teriam simplesmente concordado; mas foram consultados?
sábado, 8 de agosto de 2009
PAISAGENS DA PRAIA DA COSTA
Não é privilégio da atual gestão municipal de Vila Velha intervir na paisagem da Praia da Costa. Ao longo desses trinta anos. Vimos desaparecer as edificações do “Clube dos Quarenta” (se não me engano), de um quiosque chamado “Mug”, de uma fileira de barraquinhas instaladas na orla, onde se vendiam aperitivos, peroá frito, caldinho de feijão, milho cozido e outros quitutes, sem esquecer que o peroá era preparado na banha de porco daquele toucinho da barriga dos suínos, do que resultavam saborosos torresmos. Muitas árvores e palmeiras foram plantadas, palmáceas oriundas da vegetação natural da mata atlântica e coco da baía, utilizando espécimes maduros e com caules medindo alguns metros de altura. Alguns vicejaram com dificuldade; outros não tiveram a mesma sorte.
E o que se vê agora? Ameaças de extermínio das velhas e folhosas castanheiras, que ornamentam e abrigam à sua sombra em alguns pontos da orla da praia, ao longo do Clube Libanês aos confins da Praia de Itaparica. Já são vistos transplantados coqueiros adultos. Muitos sucumbirão, deixando vagos seus espaços. Enquanto polemizam a retirada ou permanência das majestosas castanheiras, vicejantes no local há algumas décadas, continua a intervenção na paisagem arbórea da nossa famosa praia, motivadora de turistas visitantes de várias partes do Brasil e do exterior. Certamente muitos postais circulantes, vistos hoje no mesmo local, perderão as majestosas vistas.
O que devem fazer os habitantes da populosa Praia da Costa e de toda a orla praiana do município de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo, indignados com atitudes tomadas ao gosto de cada gestão municipal? Parece-me óbvio: manifestar todo o descontentamento com esses gastos, frutos de verdadeiros improvisos paisagísticos, mostrar às autoridades competentes o que, afinal, deseja a população a cerca dos destinos urbanísticos de todo o município de Vila Velha, promovendo manifestações em assembléias populares para expressar os legítimos preitos da população. Às autoridades, caso queiram tratar o assunto democraticamente, cabe ouvir o clamor da população, valendo tal atitude, ir de encontro a todos os anseios que visam o bem estar coletivo.
Apesar de nossos administradores ocuparem esses cargos de gestores de coisas públicas terem sido eleitos por maioria de votos em eleições livres, gerindo os bens públicos com probidade, bom senso e manterem sempre consultas àqueles que os elegeram, tornam seu mandatos sempre cobertos pela legitimidade.
A população de Vila Velha acredita que o tom que norteia bons e fiéis detentores de cargos públicos permaneça sendo a principal guia norteadora dos seus eleitos.
E o que se vê agora? Ameaças de extermínio das velhas e folhosas castanheiras, que ornamentam e abrigam à sua sombra em alguns pontos da orla da praia, ao longo do Clube Libanês aos confins da Praia de Itaparica. Já são vistos transplantados coqueiros adultos. Muitos sucumbirão, deixando vagos seus espaços. Enquanto polemizam a retirada ou permanência das majestosas castanheiras, vicejantes no local há algumas décadas, continua a intervenção na paisagem arbórea da nossa famosa praia, motivadora de turistas visitantes de várias partes do Brasil e do exterior. Certamente muitos postais circulantes, vistos hoje no mesmo local, perderão as majestosas vistas.
O que devem fazer os habitantes da populosa Praia da Costa e de toda a orla praiana do município de Vila Velha, no Estado do Espírito Santo, indignados com atitudes tomadas ao gosto de cada gestão municipal? Parece-me óbvio: manifestar todo o descontentamento com esses gastos, frutos de verdadeiros improvisos paisagísticos, mostrar às autoridades competentes o que, afinal, deseja a população a cerca dos destinos urbanísticos de todo o município de Vila Velha, promovendo manifestações em assembléias populares para expressar os legítimos preitos da população. Às autoridades, caso queiram tratar o assunto democraticamente, cabe ouvir o clamor da população, valendo tal atitude, ir de encontro a todos os anseios que visam o bem estar coletivo.
Apesar de nossos administradores ocuparem esses cargos de gestores de coisas públicas terem sido eleitos por maioria de votos em eleições livres, gerindo os bens públicos com probidade, bom senso e manterem sempre consultas àqueles que os elegeram, tornam seu mandatos sempre cobertos pela legitimidade.
A população de Vila Velha acredita que o tom que norteia bons e fiéis detentores de cargos públicos permaneça sendo a principal guia norteadora dos seus eleitos.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
DESRESPEITO AOS VALORES PAISAGÍSTICOS
Vila Velha, (ES), recebe com surpresa e indignação, notícias de que as castanheiras que molduram a orla da praia da Costa serão extirpadas para dar lugar ao plantio de coqueiros, violando o sagrado direito dos moradores e visitantes de se abrigarem na sombra destas majestosas árvores, existentes ao longo de dezenas de anos, talvez cinco, seis, sete ou mais dezenas, estas árvores nos brindaram com sua beleza, sua sombra e serviram de abrigo aos pássaros do céu.
Por que autoridades municipais de Vila Velha fariam tamanha maldade conosco, com as aves que nelas habitam e fazem seus ninhos, onde nascem seus filhotes, onde viceja a natureza?
Nesta cidade, diariamente somos afrontados com o corte impiedoso de árvores na calada da noite, aos poucos, apagando as dádivas que a natureza, com as graças de Deus, nos fornecem Oxigênio, enquanto recolhem resíduos carboníferos para, com eles, junto com a água que combinam e sintetizem seu alimento à base dos hidratos de carbono. O que mais nos deixa indignados é o desrespeito das autoridades municipais sequer dão uma destino digno aos troncos da madeira dessas essências, descartando-as diretamente nos lixões. Madeiras que poderiam ser aproveitadas e, às vezes, decepadas para o combate de insetos, que tantos prejuízos causam às nossas mobílias. Enquanto falta madeira, por causa da destruição das florestas; matérias nobres são levadas ao lixo.
Se há leis que permitem essas ações criminosas, isto não encontra amparo na moral e na preservação de recursos naturais a cada vez mais escassos.
O que se vê é o inverso do que cabe ao poder público, a quem deveria dar proteção à nossa natureza, se faz desconhecer as agressões praticadas por cidadãos e, agora, se concretizada tal agressão, se junta para promover a destruição.
Soube, na manhã de hoje, que uma das justificativas para o extermínio das castanheiras e sua origem estrangeira. Se isto, por si só, fosse justificativa, deveriam ser extintos nosso café, a pimenta do reino, a cana de açúcar, a manga e uma infinidade de plantas frutíferas trazidas de várias partes do mundo. Comenta-se, também, que as raízes das castanheiras destroem a pavimentação e esburacam calçadas para pedestres. Conte outra! E, enquanto o município concentra esforços para decepar impiedosamente árvores ornamentais, pessoas continuam habitando literalmente em baixo da ponte! Há falta de aulas na rede municipal de ensino e necessidade de se tamparem muitos buracos, nas ruas, nos calçamentos; esgotos correndo a céu aberto, postos de saúde superlotados, faltam médicos, medicamentos e outras coisas para o bom atendimento da população.
Há ainda uma coisa que me deixa temeroso: um assunto polêmico de importância menor, quando alardeado, pode esconder falcatruas maiores. Devemos estar atentos!
Por que autoridades municipais de Vila Velha fariam tamanha maldade conosco, com as aves que nelas habitam e fazem seus ninhos, onde nascem seus filhotes, onde viceja a natureza?
Nesta cidade, diariamente somos afrontados com o corte impiedoso de árvores na calada da noite, aos poucos, apagando as dádivas que a natureza, com as graças de Deus, nos fornecem Oxigênio, enquanto recolhem resíduos carboníferos para, com eles, junto com a água que combinam e sintetizem seu alimento à base dos hidratos de carbono. O que mais nos deixa indignados é o desrespeito das autoridades municipais sequer dão uma destino digno aos troncos da madeira dessas essências, descartando-as diretamente nos lixões. Madeiras que poderiam ser aproveitadas e, às vezes, decepadas para o combate de insetos, que tantos prejuízos causam às nossas mobílias. Enquanto falta madeira, por causa da destruição das florestas; matérias nobres são levadas ao lixo.
Se há leis que permitem essas ações criminosas, isto não encontra amparo na moral e na preservação de recursos naturais a cada vez mais escassos.
O que se vê é o inverso do que cabe ao poder público, a quem deveria dar proteção à nossa natureza, se faz desconhecer as agressões praticadas por cidadãos e, agora, se concretizada tal agressão, se junta para promover a destruição.
Soube, na manhã de hoje, que uma das justificativas para o extermínio das castanheiras e sua origem estrangeira. Se isto, por si só, fosse justificativa, deveriam ser extintos nosso café, a pimenta do reino, a cana de açúcar, a manga e uma infinidade de plantas frutíferas trazidas de várias partes do mundo. Comenta-se, também, que as raízes das castanheiras destroem a pavimentação e esburacam calçadas para pedestres. Conte outra! E, enquanto o município concentra esforços para decepar impiedosamente árvores ornamentais, pessoas continuam habitando literalmente em baixo da ponte! Há falta de aulas na rede municipal de ensino e necessidade de se tamparem muitos buracos, nas ruas, nos calçamentos; esgotos correndo a céu aberto, postos de saúde superlotados, faltam médicos, medicamentos e outras coisas para o bom atendimento da população.
Há ainda uma coisa que me deixa temeroso: um assunto polêmico de importância menor, quando alardeado, pode esconder falcatruas maiores. Devemos estar atentos!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
ENCONTRO PLURIPARTIDÁRIO
Não sei por que, eu fui encarregado de comparecer a um evento em que se reuniram várias agremiações partidárias, visando, por meio de uma festa angariar recursos para campanhas político eleitorais. Para comparecer a esse evento consegui carona com o líder do DEM, que reside aqui nas proximidades.
O local do encontro, eu me lembro perfeitamente: um grande espaço para eventos foi construído especialmente, onde, antigamente, funcionara a fábrica de refrigerantes “Pepsi- Cola” e, há mais tempo ainda, grande armazém de café de uma empresa exportadora, num imóvel localizado no município de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, Brasil, à margem da Rodovia Carlos Lindemberg, pela frente e, margeando o rio Marinho nos fundos.
Logo chegaram líderes do PMDB, do PSDB, do PDC e de outros partidos, dentre eles, do PT (partido do atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva), do qual eu era um dos representantes. O encontro se desenvolvia com lideranças discursando e os elogios mútuos era a regra, isto publicamente, mas nos bastidores todo mundo falava mal de todo mundo. A consumação de bebidas e alimentos se fazia com a paga de importâncias exorbitantes; tudo para arrecadar recursos para um fundo mútuo para, depois, ser rateado proporcionalmente aos membros presentes de cada partido. Eu consumi pouca coisa: somente alimentos isentos de substâncias gordurosas e com baixo teor de carboidratos e nenhuma bebida alcoólica.
O traje dos homens era exclusivamente de terno na cor preta e as damas presentes, esposas, irmãs, filhas e mães dos políticos usavam indumentária multicolorida, mas o que mais se viam eram trajes femininos nas cores verdes e amarelas; algum vestido azul aqui e ali podia ser visto. Como havia mais homens presentes, o tom preto prevalecia. Prevaleciam fofocas, com os homens liderando as questiúnculas partidárias dos membros das agremiações diversas e, não raro, dos próprios correligionários. Neste desempenho de mexericar, a surpresa se deu com a liderança masculina (quem diria?).
Ao término do evento, rateados os recursos, coube-me receber a quota parte pertencente ao PT, consistentes de vários envelopes listrados de vermelho e branco, recheados de notas de dinheiro. Recurso que devia ser entregue à diretoria do partido que, depois de conferido, seria depositado em conta bancária da agremiação.
Para retornar a casa, não me foi disponibilizada carona. Lembro-me, isto sim, da longa permanência num ponto de ônibus, próximo de onde se estabelecia o “Bar Cobilândia”. Tanto foi a demora de chegar o coletivo, que acabei dormindo no ponto, literalmente. Acordando pela manhã em casa, me lembrando vagamente da tal reunião. Que reunião?
Se esse encontro tivesse ocorrido, quantos deles seriam necessários para arrecadar dinheiro para as milionárias campanhas eleitorais? Um caso a meditar...
O local do encontro, eu me lembro perfeitamente: um grande espaço para eventos foi construído especialmente, onde, antigamente, funcionara a fábrica de refrigerantes “Pepsi- Cola” e, há mais tempo ainda, grande armazém de café de uma empresa exportadora, num imóvel localizado no município de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, Brasil, à margem da Rodovia Carlos Lindemberg, pela frente e, margeando o rio Marinho nos fundos.
Logo chegaram líderes do PMDB, do PSDB, do PDC e de outros partidos, dentre eles, do PT (partido do atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva), do qual eu era um dos representantes. O encontro se desenvolvia com lideranças discursando e os elogios mútuos era a regra, isto publicamente, mas nos bastidores todo mundo falava mal de todo mundo. A consumação de bebidas e alimentos se fazia com a paga de importâncias exorbitantes; tudo para arrecadar recursos para um fundo mútuo para, depois, ser rateado proporcionalmente aos membros presentes de cada partido. Eu consumi pouca coisa: somente alimentos isentos de substâncias gordurosas e com baixo teor de carboidratos e nenhuma bebida alcoólica.
O traje dos homens era exclusivamente de terno na cor preta e as damas presentes, esposas, irmãs, filhas e mães dos políticos usavam indumentária multicolorida, mas o que mais se viam eram trajes femininos nas cores verdes e amarelas; algum vestido azul aqui e ali podia ser visto. Como havia mais homens presentes, o tom preto prevalecia. Prevaleciam fofocas, com os homens liderando as questiúnculas partidárias dos membros das agremiações diversas e, não raro, dos próprios correligionários. Neste desempenho de mexericar, a surpresa se deu com a liderança masculina (quem diria?).
Ao término do evento, rateados os recursos, coube-me receber a quota parte pertencente ao PT, consistentes de vários envelopes listrados de vermelho e branco, recheados de notas de dinheiro. Recurso que devia ser entregue à diretoria do partido que, depois de conferido, seria depositado em conta bancária da agremiação.
Para retornar a casa, não me foi disponibilizada carona. Lembro-me, isto sim, da longa permanência num ponto de ônibus, próximo de onde se estabelecia o “Bar Cobilândia”. Tanto foi a demora de chegar o coletivo, que acabei dormindo no ponto, literalmente. Acordando pela manhã em casa, me lembrando vagamente da tal reunião. Que reunião?
Se esse encontro tivesse ocorrido, quantos deles seriam necessários para arrecadar dinheiro para as milionárias campanhas eleitorais? Um caso a meditar...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
DEFICIÊNCIAS AUDIOVISUAIS
Há indivíduos portadores de deficiências auditivas e visuais ou simultaneamente com ambas. Quem nasceu cego e/ou surdo, que imagens seu cérebro projeta? Mas os sons; simplesmente não existem. Ou existiriam? Pergunto: como lidar na comunicação com esses indivíduos? Aqueles que vêem, tem imagens como referência. Os que ouvem, mas não vêem; somente os sons servem como sua referência. Podem estabelecer distâncias? Criar imagens virtuais, através do tato? Para essas três situações possíveis, minhas indagações ficam por conta de meras hipóteses. Há, ainda, deficiências parciais de quem ouve e vê com imagens e sons distorcidos. Como no caso do daltonismo, que os indivíduos portadores desta anomalia vêem cores diversas das verdadeiras. Mas quais são as cores verdadeiras, senão um convencionalismo cromático da interpretação das ondas e estabelecendo a cromatografia. O universo, desta forma, é policromático; a monocromia seria a falta de percepção visual do comprimento das ondas eletromagnéticas. Seria, na realidade, a monotonia.
Num segundo momento, comento sobre as deficiências audiovisuais adquiridas ao longo da vida, que podem ser: causadas por traumatismos acidentais e por sequelas de enfermidades, tais como diabetes, carências nutricionais e por degeneração, geralmente oriundas de causas desconhecidas, citando, como exemplo, a retinose pigmentar progressiva. Esta enfermidade torna os portadores progressivamente deficientes, até atingirem a perda da acuidade total da visão. A Perda da audição tem, como agravantes, a idade, disfunções metabólicas e enfermidades infecciosas.
Neste segundo grupo, os indivíduos portadores dessas deficiências conheceram visão e audição normais, tendo como comparar os efeitos de suas anomalias e sentindo, com certeza, a falta desses sentidos.
Existe, ainda, o fenômeno da cinestesia, consistente na visão e audição de imagens e sons distorcidos ou inexistentes no momento da percepção: ver imagens passando em plena luz do dia, ouvir sons, como campainhas, sirenes, grilos, ronco de motores. Isso acontece com mais frequência durante o sono, levando-me a imaginar que estivesse sonhando. Muitas vezes me levantei da cama durante a noite para atender à porta ou ao telefone, que havia tocado apenas na minha mente. Tal fenômeno pode ser entendido como cinestesia?
Visando alcançar melhor comunicação interpessoal, exclusivamente a guisa de sugestão, imagino que, a partir do ensino fundamental, deveriam ser adotados ensinamentos de comunicação por sinais, alfabeto “Braile”, leitura labial, código de “Morse”. Mais adiante, o ensino deveria contemplar estudos dos mais variados idiomas, inclusive a língua universal “Esperanto”. Tudo, visando melhoria nas comunicações e para utilizar-se no caso da perda da audição e/ou da visão. Assim, qualquer indivíduo que viesse ter necessidade por questão de se ter tornado deficiente visual ou auditivo. Ninguém seria surpreendido subitamente, pois a base do conhecimento, adquirida no início da vida, seria facilmente assimilada. Outra vantagem seria a possibilidade da melhoria geral da comunicação entre as pessoas em qualquer circunstância.
Nada do que falei esgota o assunto; serve apenas como um alerta destinado à reflexão.
Aguardo críticas de quem não concorde e também de quem queira interagir neste assunto.
Num segundo momento, comento sobre as deficiências audiovisuais adquiridas ao longo da vida, que podem ser: causadas por traumatismos acidentais e por sequelas de enfermidades, tais como diabetes, carências nutricionais e por degeneração, geralmente oriundas de causas desconhecidas, citando, como exemplo, a retinose pigmentar progressiva. Esta enfermidade torna os portadores progressivamente deficientes, até atingirem a perda da acuidade total da visão. A Perda da audição tem, como agravantes, a idade, disfunções metabólicas e enfermidades infecciosas.
Neste segundo grupo, os indivíduos portadores dessas deficiências conheceram visão e audição normais, tendo como comparar os efeitos de suas anomalias e sentindo, com certeza, a falta desses sentidos.
Existe, ainda, o fenômeno da cinestesia, consistente na visão e audição de imagens e sons distorcidos ou inexistentes no momento da percepção: ver imagens passando em plena luz do dia, ouvir sons, como campainhas, sirenes, grilos, ronco de motores. Isso acontece com mais frequência durante o sono, levando-me a imaginar que estivesse sonhando. Muitas vezes me levantei da cama durante a noite para atender à porta ou ao telefone, que havia tocado apenas na minha mente. Tal fenômeno pode ser entendido como cinestesia?
Visando alcançar melhor comunicação interpessoal, exclusivamente a guisa de sugestão, imagino que, a partir do ensino fundamental, deveriam ser adotados ensinamentos de comunicação por sinais, alfabeto “Braile”, leitura labial, código de “Morse”. Mais adiante, o ensino deveria contemplar estudos dos mais variados idiomas, inclusive a língua universal “Esperanto”. Tudo, visando melhoria nas comunicações e para utilizar-se no caso da perda da audição e/ou da visão. Assim, qualquer indivíduo que viesse ter necessidade por questão de se ter tornado deficiente visual ou auditivo. Ninguém seria surpreendido subitamente, pois a base do conhecimento, adquirida no início da vida, seria facilmente assimilada. Outra vantagem seria a possibilidade da melhoria geral da comunicação entre as pessoas em qualquer circunstância.
Nada do que falei esgota o assunto; serve apenas como um alerta destinado à reflexão.
Aguardo críticas de quem não concorde e também de quem queira interagir neste assunto.
terça-feira, 28 de julho de 2009
MUITO LIXO!
Há meses, uma notícia reiteradamente publicada pelos jornais Brasil afora, me deixa intrigado. Intrigado! Nem tanto! Falar sobre lixo deixa algo de bom? Certo é que algumas empresas brasileiras importaram diretamente da Inglaterra quase uma centena de contêineres, que dizem ser apenas lixo. Será isto, verdade?
Pensando bem, a remessa do lixo foi através de processo de importação? Teria sido uma compra ou mera doação? E que tipo de lixo? Materiais recicláveis? Insumos para a produção de fertilizantes? Seria uma mera prestação de serviços de limpeza das cidades inglesas? Junto com todo esse lixo, haveria oculto algum tipo de contrabando? Algum material estratégico ou, simplesmente, imundície mesmo?
Talvez, junto com esses bens de descarte, retornasse ao Brasil parte do ouro produzido nos séculos XVII e XVIII, enviado à Coroa Inglesa para o pagamento de dívidas dos portugueses, senhores desta Colônia?
Mais coisas devem ser levadas em conta: a repatriação desses materiais de descarte poderia acobertar o envio, nesse meio, considerado, talvez excipiente, drogas, pedras preciosas, preciosidades da flora e da fauna brasileiras e onde pode ter vindo Uísque, drogas, armas e sei lã o que mais...
Apesar de essa notícia ter sido reiterada, não se vê resultado de investigações profundas das autoridades brasileiras. Seja apenas para se saber se o fato não passe de mera prestação de serviços para o descarte de lixo comum, lixo hospitalar contaminado ou resíduo de substâncias radioativas ou, outras quaisquer, capazes de causar danos à saúde ou ao meio ambiente.
Caso se trate apenas de mero serviço de descarte de lixo comum, não deixa de ser uma atitude vergonhosa de falta de patriotismo e/ou servidão própria dos cidadãos desclassificados e sem estima.
Pensando bem, a remessa do lixo foi através de processo de importação? Teria sido uma compra ou mera doação? E que tipo de lixo? Materiais recicláveis? Insumos para a produção de fertilizantes? Seria uma mera prestação de serviços de limpeza das cidades inglesas? Junto com todo esse lixo, haveria oculto algum tipo de contrabando? Algum material estratégico ou, simplesmente, imundície mesmo?
Talvez, junto com esses bens de descarte, retornasse ao Brasil parte do ouro produzido nos séculos XVII e XVIII, enviado à Coroa Inglesa para o pagamento de dívidas dos portugueses, senhores desta Colônia?
Mais coisas devem ser levadas em conta: a repatriação desses materiais de descarte poderia acobertar o envio, nesse meio, considerado, talvez excipiente, drogas, pedras preciosas, preciosidades da flora e da fauna brasileiras e onde pode ter vindo Uísque, drogas, armas e sei lã o que mais...
Apesar de essa notícia ter sido reiterada, não se vê resultado de investigações profundas das autoridades brasileiras. Seja apenas para se saber se o fato não passe de mera prestação de serviços para o descarte de lixo comum, lixo hospitalar contaminado ou resíduo de substâncias radioativas ou, outras quaisquer, capazes de causar danos à saúde ou ao meio ambiente.
Caso se trate apenas de mero serviço de descarte de lixo comum, não deixa de ser uma atitude vergonhosa de falta de patriotismo e/ou servidão própria dos cidadãos desclassificados e sem estima.
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