quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ALGO SOBRENATURAL?

Na madrugada de ontem, minha esposa percebeu que eu falava com alguém no meu escritório. Ela me indagou: com quem você fala? Não podia responder, pois nem mesmo eu sabia; ouvia apenas uma voz e eu perguntava: quem é você? Imaginava que se tratasse de algum morador antigo deste apartamento. Estranho! Ouvia a voz e nem ao menos percebia de que lado procedia. Depois ouvi outras pessoas me dirigindo palavras: homens, senhoras, talvez senhoritas, até mesmo crianças, estas falavam e choramingavam simultaneamente.
Tudo se tornava, a cada vez, mais estranho e apavorante, não acha? Toda essa mistura de palavras de adultos, de jovens, de crianças misturados a gritos, xingamentos, choro de criança, gemidos. Eu, nada, via; muito ouvia, sem saber de onde vinha todo esse vozerio. Não pensem que tudo teria ficado nisso, pois, de repente, todo aquele vozerio transformou-se em sons mais apavorantes ainda: agora eram berros, balidos, urros, miados, cacarejos, relinchos, uivos, tudo isso misturado ao grasnar de pássaros silvestres, como o Curucutu de corujas e assovios. Mais ainda: o ambiente, além de toda aquela barulheira infernal estava impregnado de odores fétidos. Havia mistura de curral de bovinos, estábulo de equinos, pocilgas, galinheiros; fortes odores de enxofre queimado e de animais caprinos e ovinos. Podia sentir o roçar de chifres e da pilosidade de animais domésticos e selvagens; parecia existir jaguatiricas; onças pardas, negras e pintadas. Imaginei que podia ser devorada e estraçalhado por essa mistura de feras. Nesse momento, eu clamei por socorro, tentava gritar em alto som, mas sentia-me sufocado. Nem Anésia, nem ninguém me prestava socorro. Nisso pensei: somente Deus poderá me socorrer nessa situação aflitiva a que me encontro, passando a recitar aquela oração chamada de “Profissão de fé”, também nossa conhecida como “Creio em Deus Pai...”. Quando encerrei a oração com as palavras: “... Na vida eterna, amém”. Eis que, toda aquela tormenta, todo aquele desespero se dissiparam. Acordei com sudorese generalizada e com o coração batendo a mil. Para ter certeza de que tudo, realmente, se passara, recitei novamente o “Creio”. Agora, sim, acordado percebi que estava livre de grande pesadelo. Lembrei também que tive o hábito de ter a Bíblia Sagrada ao lado da cabeceira da cama, costumando fazer alguma leitura da “ Palavra”, antes de me deitar. Depois dormia tranquilamente e livre desses pavores noturnos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

NOSSO RETORNO MIGRATÓRIO

Assim como fizeram nossos ancestrais, agora é nossa vez de retornarmos para a Itália, usando navegação marítima. Lembro-me que éramos dois casais: Anésia e eu; Alfeu e Zenóbia. Viajamos num navio velocíssimos, bastando apensas uma noite para atravessarmos o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo e já nos encontrávamos no interior da Itália, numa pequena povoação de camponeses.
Chegamos e fomos recebidos, servindo-nos mesa farta: carnes de aves assadas, pães, vinhos e uvas frescas. Nossos anfitriões preencheram fichas com nossas identidades e dados pessoais, depois vieram as apresentações com presença de familiares e de vizinhos.
Alfeu e Zenóbia providenciaram, de imediato, compra de terras para cultivarem uvas, trigo, criar um pequeno rebanho de bovinos que fazia parte da propriedade adquirida. A paga se deu, parte em dinheiro e a entrega de um apartamento aqui no Brasil, pois essa família que vendia a propriedade rural pretendia imigrar para o Brasil, ou seja, o inverso do que nós fazíamos.
Coisas estranhas aconteciam: tanto nós falávamos fluentemente o italiano, como eles (italianos) dominavam perfeitamente este português falado no Brasil. Assim, a comunicação se fazia de modo perfeito: o entendimento era fácil.
Enquanto Preto tinha como objetivo a produção de bens agrícolas, inclusive introduzir a cultura do café arábica (coisa apreciada na Itália). Eu, logo me manifestei para saber se o local era propício à existência de gemas preciosas e tive informação: embora esse assunto não fosse frequente, houve casos de terem sido encontrados alguns exemplares de berilos dotados de coloração amarelo-esverdeada e os entendidos gemólogos chamavam-nas de “heliodoros”. Embora a coloração tenha características próprias, combinando verde e amarelo intensos, essa pedra tem a mesma fórmula da nossa água-marinha. Mostraram-me o local, aonde tais gemas foram encontradas e uma característica podia de facilmente notada: uma espécie de argila exibia intensa cor amarela.
Será que Preto conseguiria implantar a cultura do café em solo europeu? O primeiro obstáculo seria o clima, aonde, no inverno, ocorrem temperaturas baixíssimas. Imagino coisas que podem vir a ocorrer: estudos técnicos, usando, inclusive, plantas da rubiácea geneticamente modificadas, utilizando genes de plantas como das oliveiras, seriam uma hipótese para criar um cultivar de café que resistisse às variações climáticas próprias da Europa. Será que alguém teria tomado tal iniciativa? Muito interessante, pois o povo italiano tem especial predileção para a bebida do café. Eles produzem máquinas especiais, notoriamente a que faz o café expresso, divulgada pelo mundo afora e com uso intenso no próprio Brasil, afora receitas culinárias exóticas feitas à base do café.
Certamente que Preto terá que contratar os serviços técnicos de engenheiro agrônomo italiano para fazer estudos de viabilidade técnica. Esperamos que consiga. Depois esse cultivo poderá se expandir por toda a Península Ibérica e ultrapassar as cordilheiras dos Alpes, chegando À Suiça, Áustria, Alemanha, Holanda, Polônia e em alguns países do Leste Europeu.
Já no meu caso, prospectar gemas preciosas na Europa, parece-me coisa de pouco ou nenhum futuro. Talvez o futuro seja mesmo comerciar gemas produzidas no Brasil, na África e nos países orientais.
Todo esse devaneio ocorreu durante, apenas, numa noite, ou melhor, durante uma madrugada. Como é bom sonhar! Talvez esse sonho seja até factível. Quem sabe?

ALGO SOBRENATURAL?

ALGO SOBRENATURAL?
Na madrugada de ontem, minha esposa percebeu que eu falava com alguém no meu escritório. Ela me indagou: com quem você fala? Não podia responder, pois nem mesmo eu sabia; ouvia apenas uma voz e eu perguntava: quem é você? Imaginava que se tratasse de algum morador antigo deste apartamento. Estranho! Ouvia a voz e nem ao menos percebia de que lado procedia. Depois ouvi outras pessoas me dirigindo palavras: homens, senhoras, talvez senhoritas, até mesmo crianças, estas falavam e choramingavam simultaneamente.
Tudo se tornava, a cada vez, mais estranho e apavorante, não acha? Toda essa mistura de palavras de adultos, de jovens, de crianças misturados a gritos, xingamentos, choro de criança, gemidos. Eu, nada, via; muito ouvia, sem saber de onde vinha todo esse vozerio. Não pensem que tudo teria ficado nisso, pois, de repente, todo aquele vozerio transformou-se em sons mais apavorantes ainda: agora eram berros, balidos, urros, miados, cacarejos, relinchos, uivos, tudo isso misturado ao grasnar de pássaros silvestres, como o Curucutu de corujas e assovios. Mais ainda: o ambiente, além de toda aquela barulheira infernal estava impregnado de odores fétidos. Havia mistura de curral de bovinos, estábulo de equinos, pocilgas, galinheiros; fortes odores de enxofre queimado e de animais caprinos e ovinos. Podia sentir o roçar de chifres e da pilosidade de animais domésticos e selvagens; parecia existir jaguatiricas; onças pardas, negras e pintadas. Imaginei que podia ser devorado e estraçalhado por essa mistura de feras. Nesse momento, eu clamei por socorro, tentava gritar em alto som, mas sentia-me sufocado. Nem Anésia, nem ninguém me prestava socorro. Nisso pensei: somente Deus poderá me socorrer nessa situação aflitiva a que me encontro, passando a recitar aquela oração chamada de “Profissão de fé”, também nossa conhecida como “Creio em Deus Pai...”. Quando encerrei a oração com as palavras: “... Na vida eterna, amém”. Eis que, toda aquela tormenta, todo aquele desespero se dissiparam. Acordei com sudorese generalizada e com o coração batendo a mil. Para ter certeza de que tudo, realmente, se passara, recitei novamente o “Creio”. Agora, sim, acordado percebi que estava livre de grande pesadelo. Lembrei também que tive o hábito de ter a Bíblia Sagrada ao lado da cabeceira da cama, costumando fazer alguma leitura da “ Palavra”, antes de me deitar. Depois dormia tranquilamente e livre desses pavores noturnos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

LIVRO “MEMÓRIAS III – 30 ANOS EM VILA VELHA”

Finalmente, a 31 de outubro próximo passado, o livro “Memórias III – 30 anos em Vila Velha, teve seu lançamento oficializado em local próximo ao encontro das ruas Henrique Moscoso e São Paulo. Apesar das fortes chuvas dos últimos dias, dezenas de pessoas prestigiaram o evento.
O livro, agora, encontra-se exposto à venda na “Papelaria Praia da Costa”, no “Café Cult”, ambas na avenida Champagnat; e na loja do “Hortifruti”, situada na rua Henrique Moscoso, todas na região da Praia da Costa, em Vila Velha – ES.
O livro, com 252 páginas, é vendido a R$ 25,00 (vinte e cinco reais), nos locais citados acima. Pode ser adquirido, também, através de pedidos diretamente ao autor através do correio eletrônico itaufner@gmail.com.

LIVRO MEMÓRIAS III - 30 anos em Vila Velha

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NOSSO HABITAT

Queiramos ou não, este é o mundo em que habitamos: seja harmonioso, hostil ou pacífico, este é nosso habitat. Por certo deveria ser harmonioso e pacífico, mas ao contrário, é hostil, tanto no sentido lato, como no estrito; não há como enxergar nossa moradia da maneira como nos foi legada, o Jardim do Édem. De lá, a maldade e a tentação demoníaca nos deixaram sem paz, harmonia e o estado de graça, que nos faziam criaturas pacíficas e contemplativas e semelhantes ao Criador.
Não sei se a evolução das espécies, ao invés de nos aperfeiçoar, fez regressão no comportamento, tornando-a cruelmente hostil e levada à prática de selvageria desmedida, especialmente contra os semelhantes. Observe-se que, animais ditos selvagens, apresentam abrandamento da ferocidade, tornando-se dóceis e domesticáveis; enquanto, nós humanos parecemos destinados ao inverso.
Basta que se leia apenas uma edição de jornal diário qualquer para que se verifique: as notícias são idênticas às do dia anterior e anteriores: a prática de crimes se sucede. São furtos, arrombamentos, assaltos, latrocínios, assassinatos, estupros, corrupção ativa e passiva, violência no âmbito familiar, violência no trânsito, golpes e tudo o que se possa imaginar de maldade contra os semelhantes. Parece que o gênio do mal está a vencer sempre.
De tudo isso, a que causas se pode explicar? O ser humano faz o meio em que vive ou sua vida é fruto desse ambiente? O assunto é por demais complexo, mas causas como educação infanto-juvenil, punições penais e ressocialização dos infratores.
Punição penal e ressocialização não devem ser entendidas como superlotações prisionais e falta de ocupação laboral dos detentos; Na verdade, as práticas criminais estão fora do controle e já passam do momento de o Estado se preocupar e tomar atitudes a fim de evitar que o crime se torne um poder paralelo, por enquanto; podendo, inclusive, oficializar-se como poder principal.
Nunca é demais apelar para que a sociedade organizada pense e aja no tempo devido, e com urgência.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NOTÍCIA

Lançamento de livro
No próximo 31 de outubro, a partir das 8,30 hs será lançado o livro “MEMÓRIAS III – 30 anos em Vila Velha sob a terceira ponte, no cruzamento das ruas Henrique Moscos e São Paulo, ocasião em que o autor, Idomar Taufner, concederá autógrafos.