Literalmente, um cabeleireiro teve sua vida salva por uma bíblia que portava no bolso de sua camisa quanto foi atingido por dois tiros que seriam certeiros no seu coração. Duas balas expelidas pela arma de fogo, que o alvejaram, ficaram ancoradas no interior das páginas do Antigo Testamento do Livro Sagrado. Esse artigo está publicado na edição de hoje, sábado, 10.01.2009, de A Tribuna número 22.945, Vitória, Estado do Espírito Santo.
Não é coisa que acontece pela primeira vez. Já houve caso de cartão de crédito que funcionou como escudo, impedindo que projétil de arma de fogo causasse ferimento mortal; também moedas e medalhas e outros objetos metálicos impediram que se consumassem assassinatos.
De qualquer forma o conteúdo da Bíblia, sejam suas páginas de papel, formando um escudo material impediram que balas de armas de fogo ultrapassassem o conteúdo do Livro Sagrado. Mas os conteúdos expressos nas páginas desse livro levam às pessoas a verdadeira salvação, pois são palavras de Vida Eterna. Este simbolismo material pode estar representando mensagem de revelação profética; mensagem que nos possam levar ao uso sistemático da leitura e das interpretações na natureza mística contidas nas letras, que formam palavras, capítulos e versículos a nos conduzirem a vida na plenitude.
Não seria boa hora e bom exemplo para que judeus, que dão nome à terra prometida – Israel e árabes, dizendo-se também legítimos herdeiros, a chamam de Palestina. Não seria o momento adequado para que judeus e palestinos tomassem a Palavra do Livro Sagrado e fizessem dela um escudo para pouparem suas vidas nesta que se parece uma guerra sem fim, que não poupa velhos, jovens e crianças inocentes, derramando seu sangue brutalmente. A força da Palavra bem que poderia desarticular bombas, silenciar os canhões e tornarem meros pedaços de metal inerte as metralhadoras e todas as armas de fogo.
Esta página representa espaço destinado ao registro de artigos do autor Idomar Taufner. Opiniões acerca dos mais variados assuntos, enfim, coisas do cotidiano definidas ocasionalmente nas memórias antigas e recentes. Aceita-se comentários pertinentes aos assuntos abordados, isto é, são sempre bem-vindos.
sábado, 10 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
LIGAÇÕES TELEFÔNICAS INOPORTUNAS
Nem sempre nos aguarda coisa boa quando atendemos ao telefone: há casos de atos de terrorismo, quando bandidos nos ligam nos avisando de que tem em seu pode alguém de nossa família e nos fazem ameaças. Um caso desses aconteceu comigo. Ops! Deixe-me eu atender que o telefone está chamando. Atendi. Incrível a coincidência: era uma ligação a cobrar e do outro lado da linha, uma voz feminina dizia desesperada “me larga, me larga, por favor! (este fato ocorreu neste momento em que escrevia este texto). Pois bem, agora continuo o caso acima: ao atender uma ligação num dia em que me entrava a sós em casa, do outro lado da linha, uma voz feminina dizia, em tom de desespero “pai, sou sua filha! Socorro! Fui roubada! Eu perguntei: “se você é minha filha, diga-me seu nome! Ela continuou com aquele tom de desespero e eu disse: “minha filha tem nome” e ela continuou e eu coloquei o telefone no gancho. Não voltaram a ligar. Fato idêntico aconteceu com meu filho em que diziam ter seqüestrado seu filho, meu neto, que ele havia deixado no colégio há poucos instantes. Através de outro aparelho ele conseguiu localizar seu filho no colégio. Mas, nesses casos, por se tratarem de golpes antigos e já tornados costumeiros, mesmo assim é preciso agir com serenidade e jamais deixar escapar o nome do filho ou do familiar que estaria sendo vítima, pois a citação do nome é que legitima o golpe.
Nesses golpes existem várias modalidades, uma delas muito usada foi a de extorsão de grande quantidade de cartões de crédito telefônico para pagar resgate. Mas sempre cabe à vítima a ingenuidade de passar involuntariamente, por motivo do desespero que se lhe apossa, informações que os meliantes passam a utilizar.
É bem verdade que não existe uma fórmula única para se evitar a perpetração desses golpes telefônicos, mas alguns comportamentos podem e devem ser adotados: nunca deixar de seguir aquela seqüência preconizada pela telefônica: “esta é uma ligação a cobrar, aguarde a identificação que se fará após sinal sonoro”. Providência simples, não? É verdade que isso nos custa alguns centavos, mas podem nos livrar de grandes aborrecimentos. Outras coisas como atender ao telefone com serenidade, pois algo de grave pode vir; o uso da razão, evitando respostas emocionais rápidas; refletir sempre para responder a quaisquer indagações. Respostas rápidas podem levar mensagens inconvenientes.
Ultimamente tem chegado ao nosso telefone mensagem gravada nos dando conta que se tem uma pendência judicial e nos indica determinado número prefixo 0800. Com certeza a justiça não notifica ninguém, nem por telefone muito menos por meio de mensagens de e-mail. Paciência. Se tivermos alguma pendência judicial, certamente teremos que atender a algum oficial de justiça ou seremos notificados por edital.
Uma boa providência, que pode ajudar é a instalação de um identificador de chamadas na linha telefônica fixa; as linhas de celular já as possuem. Mas existem telefones de linhas “restritas”, que não registram seus números nos identificadores. Quando nos chegam ligações desses telefones restritos, usamos do direito de não atender, pois não somos obrigados a atender “anônimos”. Chego até a pensar: se não é um ato de covardia, esconder-se no anonimato. Podem alegar que é proteção à privacidade. Tudo bem: posso atender, também, a quem quiser. Isto também é direito.
No Estado de São Paulo, se eu não estiver equivocado, foi promulgada lei para que os usuários de telefones de quaisquer modalidades (fixos ou celulares) possam optar por não atender ligações de telemarketing. Neste caso, embora às vezes tais ligações tragam algum incômodo, isto me parece que representa um cerceamento do direito à divulgação publicitária – profissão devidamente regulamentada. Parece-me que caberia às agências e aos publicitários em geral primarem por abordagens de boa qualidade. Digo e repito: serenidade ao atender ligações telefônicas! E lembre-se: não tome atitudes precipitadas. Atitudes devem ser tomadas por quem de direito, a polícia, por exemplo deve ser informada.
Nesses golpes existem várias modalidades, uma delas muito usada foi a de extorsão de grande quantidade de cartões de crédito telefônico para pagar resgate. Mas sempre cabe à vítima a ingenuidade de passar involuntariamente, por motivo do desespero que se lhe apossa, informações que os meliantes passam a utilizar.
É bem verdade que não existe uma fórmula única para se evitar a perpetração desses golpes telefônicos, mas alguns comportamentos podem e devem ser adotados: nunca deixar de seguir aquela seqüência preconizada pela telefônica: “esta é uma ligação a cobrar, aguarde a identificação que se fará após sinal sonoro”. Providência simples, não? É verdade que isso nos custa alguns centavos, mas podem nos livrar de grandes aborrecimentos. Outras coisas como atender ao telefone com serenidade, pois algo de grave pode vir; o uso da razão, evitando respostas emocionais rápidas; refletir sempre para responder a quaisquer indagações. Respostas rápidas podem levar mensagens inconvenientes.
Ultimamente tem chegado ao nosso telefone mensagem gravada nos dando conta que se tem uma pendência judicial e nos indica determinado número prefixo 0800. Com certeza a justiça não notifica ninguém, nem por telefone muito menos por meio de mensagens de e-mail. Paciência. Se tivermos alguma pendência judicial, certamente teremos que atender a algum oficial de justiça ou seremos notificados por edital.
Uma boa providência, que pode ajudar é a instalação de um identificador de chamadas na linha telefônica fixa; as linhas de celular já as possuem. Mas existem telefones de linhas “restritas”, que não registram seus números nos identificadores. Quando nos chegam ligações desses telefones restritos, usamos do direito de não atender, pois não somos obrigados a atender “anônimos”. Chego até a pensar: se não é um ato de covardia, esconder-se no anonimato. Podem alegar que é proteção à privacidade. Tudo bem: posso atender, também, a quem quiser. Isto também é direito.
No Estado de São Paulo, se eu não estiver equivocado, foi promulgada lei para que os usuários de telefones de quaisquer modalidades (fixos ou celulares) possam optar por não atender ligações de telemarketing. Neste caso, embora às vezes tais ligações tragam algum incômodo, isto me parece que representa um cerceamento do direito à divulgação publicitária – profissão devidamente regulamentada. Parece-me que caberia às agências e aos publicitários em geral primarem por abordagens de boa qualidade. Digo e repito: serenidade ao atender ligações telefônicas! E lembre-se: não tome atitudes precipitadas. Atitudes devem ser tomadas por quem de direito, a polícia, por exemplo deve ser informada.
MEU TRABALHO NO INAMPS
Bom chefe era doutor José Rodin, Cortez, compreensivo, sabia distribuir as tarefas segundo as aptidões de cada servidor e servia como exemplo, trabalhando pontualmente do início ao final do expediente: não dizia que era assim que deveríamos nos comportar. Era preciso dizer algo a mais? Bastava que se olhasse para ele para entendermos: “O Brasil espera que cada um cumpra seu dever”, como disse Duque de Caxias exortando os soldados num momento grave da guerra.
Agora durante uma madrugada inteira estive trabalhando novamente nessa equipe em que doutor Rodin continuava a chefiar. Fazíamos juntamente com os servidores da época: Natanael Martins Leal, Custódio Franqueira Cabral, dona Margarida Pinho Carpes, dona Deolinda, dona “Silvinha”, dona Cleide Padilha Leite e mais não sei quem, uma tarefa que consistia em datilografar numerosos textos naquelas máquinas datilográficas manuais (Olivetti, Remington, Olympia e outras). Trabalhávamos numa sala voltada para a Rua do Rosário e tínhamos vista para o morro da Fonte Grande. Podíamos dali ver todo o casario daquelas encostas e, no alto, trecho entremeado de habitações e árvores de uma floresta que insistia em existir junto a tantas edificações.
Houve um momento em que o funcionário Saul, que cuidava de reparos e conservação no Edifício Presidente Vargas, chegou para recolocar alguns tacos que haviam se desprendido do piso da sala aonde trabalhávamos. Para que Saul e sua equipe pudessem realizar seu trabalho foi necessário que deslocássemos nossas mesas e interrompêssemos nossa faina por algum tempo. O atraso resultou no acúmulo de trabalho que, dificilmente, seria atingido a meta inicialmente prevista e nós sabíamos da urgência para que tais tarefas fossem cumpridas no prazo, pois os dados estatísticos constantes dessas folhas datilografadas deveriam seguir imediatamente para a DG (Direção Geral), situada na cidade do Rio de Janeiro.
A interrupção do trabalho com a troca da localização das nossas mesas de trabalho, além do atraso causado pela perda do ritmo houve um tumulto ao colocar folhas de papel carbono para a reprodução de seis vias de cada vez, coloquei maior número e, com isso, não consegui introduzir as folhas de papel no cilindro da máquina de escrever. Também a pressa que eu tinha para concluir as tarefas, aliada à minha sofrível execução datilográfica, tornavam-nas mais demoradas ainda. E agora, também, a ansiedade seria outro fator que tornaria ainda mais sofrível meu desempenho. Mesmo assim, nós trabalhávamos continuamente e havia quase que certeza de que não cumpriríamos nosso trabalho a tempo.
De repente, um fato chamou à atenção: o casario, desde a ladeira de São Bento à floresta acima do morro da Fonte Grande ardia em chamas e a fuligem que emanava desse incêndio nos causava dificuldades respiratórias e alguém do grupo me chamava atenção: “respire bem, Idomar, você tem que se cuidar por causa dos seus problemas cardiológicos e neuropáticos, desça até o segundo andar, que ali se faz oxigenoterapia”!
Desci e nem cheguei ao segundo andar. Apenas coloquei os pés no chão e o relógio despertador soou. Era exatamente seis horas da manhã.
Agora durante uma madrugada inteira estive trabalhando novamente nessa equipe em que doutor Rodin continuava a chefiar. Fazíamos juntamente com os servidores da época: Natanael Martins Leal, Custódio Franqueira Cabral, dona Margarida Pinho Carpes, dona Deolinda, dona “Silvinha”, dona Cleide Padilha Leite e mais não sei quem, uma tarefa que consistia em datilografar numerosos textos naquelas máquinas datilográficas manuais (Olivetti, Remington, Olympia e outras). Trabalhávamos numa sala voltada para a Rua do Rosário e tínhamos vista para o morro da Fonte Grande. Podíamos dali ver todo o casario daquelas encostas e, no alto, trecho entremeado de habitações e árvores de uma floresta que insistia em existir junto a tantas edificações.
Houve um momento em que o funcionário Saul, que cuidava de reparos e conservação no Edifício Presidente Vargas, chegou para recolocar alguns tacos que haviam se desprendido do piso da sala aonde trabalhávamos. Para que Saul e sua equipe pudessem realizar seu trabalho foi necessário que deslocássemos nossas mesas e interrompêssemos nossa faina por algum tempo. O atraso resultou no acúmulo de trabalho que, dificilmente, seria atingido a meta inicialmente prevista e nós sabíamos da urgência para que tais tarefas fossem cumpridas no prazo, pois os dados estatísticos constantes dessas folhas datilografadas deveriam seguir imediatamente para a DG (Direção Geral), situada na cidade do Rio de Janeiro.
A interrupção do trabalho com a troca da localização das nossas mesas de trabalho, além do atraso causado pela perda do ritmo houve um tumulto ao colocar folhas de papel carbono para a reprodução de seis vias de cada vez, coloquei maior número e, com isso, não consegui introduzir as folhas de papel no cilindro da máquina de escrever. Também a pressa que eu tinha para concluir as tarefas, aliada à minha sofrível execução datilográfica, tornavam-nas mais demoradas ainda. E agora, também, a ansiedade seria outro fator que tornaria ainda mais sofrível meu desempenho. Mesmo assim, nós trabalhávamos continuamente e havia quase que certeza de que não cumpriríamos nosso trabalho a tempo.
De repente, um fato chamou à atenção: o casario, desde a ladeira de São Bento à floresta acima do morro da Fonte Grande ardia em chamas e a fuligem que emanava desse incêndio nos causava dificuldades respiratórias e alguém do grupo me chamava atenção: “respire bem, Idomar, você tem que se cuidar por causa dos seus problemas cardiológicos e neuropáticos, desça até o segundo andar, que ali se faz oxigenoterapia”!
Desci e nem cheguei ao segundo andar. Apenas coloquei os pés no chão e o relógio despertador soou. Era exatamente seis horas da manhã.
domingo, 4 de janeiro de 2009
A MISSA DAS ONZE
No último domingo tivemos notícia que a partir de hoje seria celebrada uma missa às onze horas, horário que nos pareceu ideal porque nós temos o hábito já de longa data, precisamente de quando Karla freqüentou a catequese. Esse é um horário destinado às crianças e, às vezes, é freqüentado mais por idosos que por crianças propriamente.
Acidentalmente, hoje fomos à igreja para participarmos desta missa neste horário. Eu disse acidentalmente. Sim. Isto mesmo. Dormi profundamente até as oito horas. Para ir à missa das oito e meia, já era tarde. Lembramos que hoje teríamos a missa das onze. Fizemos uma programação diferente: depois do café da manhã, fizemos uma caminhada de uma hora, retornamos e ainda chegamos à igreja a tempo de alcançarmos padre Renato já celebrando.
A freqüência na igreja nesse horário foi expressiva, apenas não vimos algumas pessoas costumeiras do horário matutino – menos pessoas da terceira idade e também raras crianças. Vi pessoas que há muito não se via, sequer nas ruas, nos supermercados, farmácias, padarias e...
Foi uma experiência nova e dava para perceber que, apesar de pessoas com fisionomias vistas pelo bairro, ora a caminhar pelo calçadão da Praia da Costa, ora a freqüentar locais diversos.
Ao que se nos parece, é provável a que venhamos programar nossa freqüência principal na igreja para este horário que, desde esta primeira ida, já nos pareceu estarmos familiarizados.
Parabenizo padre Renato pelo calendário distribuído hoje num folder que fixa todos os horários das celebrações, tanto na sede da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo, como nas igrejas de Santo Antônio e a de Santa Luzia, integrantes desta mesma paróquia.
Acidentalmente, hoje fomos à igreja para participarmos desta missa neste horário. Eu disse acidentalmente. Sim. Isto mesmo. Dormi profundamente até as oito horas. Para ir à missa das oito e meia, já era tarde. Lembramos que hoje teríamos a missa das onze. Fizemos uma programação diferente: depois do café da manhã, fizemos uma caminhada de uma hora, retornamos e ainda chegamos à igreja a tempo de alcançarmos padre Renato já celebrando.
A freqüência na igreja nesse horário foi expressiva, apenas não vimos algumas pessoas costumeiras do horário matutino – menos pessoas da terceira idade e também raras crianças. Vi pessoas que há muito não se via, sequer nas ruas, nos supermercados, farmácias, padarias e...
Foi uma experiência nova e dava para perceber que, apesar de pessoas com fisionomias vistas pelo bairro, ora a caminhar pelo calçadão da Praia da Costa, ora a freqüentar locais diversos.
Ao que se nos parece, é provável a que venhamos programar nossa freqüência principal na igreja para este horário que, desde esta primeira ida, já nos pareceu estarmos familiarizados.
Parabenizo padre Renato pelo calendário distribuído hoje num folder que fixa todos os horários das celebrações, tanto na sede da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo, como nas igrejas de Santo Antônio e a de Santa Luzia, integrantes desta mesma paróquia.
sábado, 3 de janeiro de 2009
SUPERMERCADOS FECHADOS AOS DOMINGOS
Numa decisão em que sindicatos patronais e de empregados no ramo de supermercados no Estado do Espírito Santo, acordaram entre si, foi tornada lei, proibindo a abertura de estabelecimentos do gênero aos domingos. Quer me parecer que todos saíram perdendo, mesmo os que não participaram da negociação, especialmente a população cliente consumidora e os produtores rurais – os primeiros tem doravante que sacrificar horas de trabalho e de lazer, que na ponta prejudicam outros setores. Os donos dos estabelecimentos – ávidos por maiores lucros, imaginando terem que pagar menos salários, menos energia – itens integrantes da planilha dos seus custos; sem que imaginassem reduziram o consumo, que reduz seus lucros e também o dos produtores rurais, pescadores e de produtos industrializados. O próprio poder público perdeu receitas decorrentes da redução da atividade e do consumo. Recursos que deixam de serem repassados para a urbanização, para as atenções à saúde, ao ensino e a outros serviços que beneficiam toda a coletividade.
Os trabalhadores no afã do descanso remunerado a certo dia da semana para cuidarem do descanso e do lazer, esqueceram-se que reduzindo tempo de trabalho, inexoravelmente reduzem postos de trabalho e ganhos remuneratórios extras.
A produção de bens perecíveis perde um dia de comercialização, o que resulta na necessidade de adequar a produção ao calendário de comercialização – isso tem com conseqüência: redução da produção e de postos de trabalho, gerando empobrecimento nas áreas rurais.
Mesmo em se tratando de bens de consumo não perecíveis, o abastecimento dos lares e dos estabelecimentos onde se preparam alimentos terão que disponibilizar mais espaços nas instalações para conservação e guarda desses gêneros, resultando isso na ocupação de espaços maiores e custos mais expressivos em gastos com energia, aluguéis e outros.
Ah! Sim. As padarias funcionarão normalmente e muitos itens que deixam de ser adquiridos em supermercados, passarão a ser oferecidos nesses estabelecimentos, que terão procura intensa por causa das massas que deixarão de serem vendidas aos domingos nos supermercados e muitos itens que passarão a ter existência obrigatória nas panificadoras. Com certeza a clientela pagará mais caro por isso, cabendo aos panificadores ampliarem seus negócios para atenderem essa provável demanda.
Nos cálculos estatísticos parecem que a paralisação do funcionamento dos supermercados, apenas um dia por semana, resultará numa economia de 1,38% da massa salarial, inclusive encargos sociais e contribuições. Isto equivale a aproximadamente reduzir três empregos a cada duzentos, valor que se propaga por toda economia representada pela produção de hortifrutigranjeiros, laticínios e demais produtos de origem animal. Considerada a cifra de 1,38%, apenas no segmento supermercadista é praticamente insignificante, mas, na medida em que se propaga por outros segmentos, atingirá praticamente todo o setor produtivo. A maioria dos estabelecimentos do setor tem instalações destinadas à produção de pães e similares. Essas instalações representam investimentos que se tornarão ociosos e o não atendimento da clientela aos domingos, fará com que panificadoras ganhem a freqüência dos consumidores, que, ao serem atendidos aos domingos, retornarão nos dias restantes da semana. E aquele prejuízo inicial de 1,38% tende a aumentar progressivamente.
Os trabalhadores no afã do descanso remunerado a certo dia da semana para cuidarem do descanso e do lazer, esqueceram-se que reduzindo tempo de trabalho, inexoravelmente reduzem postos de trabalho e ganhos remuneratórios extras.
A produção de bens perecíveis perde um dia de comercialização, o que resulta na necessidade de adequar a produção ao calendário de comercialização – isso tem com conseqüência: redução da produção e de postos de trabalho, gerando empobrecimento nas áreas rurais.
Mesmo em se tratando de bens de consumo não perecíveis, o abastecimento dos lares e dos estabelecimentos onde se preparam alimentos terão que disponibilizar mais espaços nas instalações para conservação e guarda desses gêneros, resultando isso na ocupação de espaços maiores e custos mais expressivos em gastos com energia, aluguéis e outros.
Ah! Sim. As padarias funcionarão normalmente e muitos itens que deixam de ser adquiridos em supermercados, passarão a ser oferecidos nesses estabelecimentos, que terão procura intensa por causa das massas que deixarão de serem vendidas aos domingos nos supermercados e muitos itens que passarão a ter existência obrigatória nas panificadoras. Com certeza a clientela pagará mais caro por isso, cabendo aos panificadores ampliarem seus negócios para atenderem essa provável demanda.
Nos cálculos estatísticos parecem que a paralisação do funcionamento dos supermercados, apenas um dia por semana, resultará numa economia de 1,38% da massa salarial, inclusive encargos sociais e contribuições. Isto equivale a aproximadamente reduzir três empregos a cada duzentos, valor que se propaga por toda economia representada pela produção de hortifrutigranjeiros, laticínios e demais produtos de origem animal. Considerada a cifra de 1,38%, apenas no segmento supermercadista é praticamente insignificante, mas, na medida em que se propaga por outros segmentos, atingirá praticamente todo o setor produtivo. A maioria dos estabelecimentos do setor tem instalações destinadas à produção de pães e similares. Essas instalações representam investimentos que se tornarão ociosos e o não atendimento da clientela aos domingos, fará com que panificadoras ganhem a freqüência dos consumidores, que, ao serem atendidos aos domingos, retornarão nos dias restantes da semana. E aquele prejuízo inicial de 1,38% tende a aumentar progressivamente.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
AMIZADE PERPÉTUA
Perpetuar talvez seja uma ação utópica, mas amizades deveriam ser duradouras para o sempre. E por que não? Evidentemente que não podem ser perpétuas quanto ao início o sem fim é o tempo ideal para a amizade. Seria ideal que durasse infinitamente. Também é dito: “amizades são boas enquanto durem”. O vocábulo inimizade deveria ser abolido de todos os dicionários de todas as línguas do universo. Faria falta?
Quais os ingredientes indispensáveis para a existência da amizade?
- Mútua aceitação das pessoas pelo simples fato de existirem.
- As diferenças devem ser motivo de atração; nunca de desagregação.
- Desejar para o próximo aquilo que se deseja para si.
- Ver no semelhante, a imagem do Criador.
- A solidariedade é um dos ingredientes da amizade.
- O amor não pode ser dissociado; amizade não existe sem ele.
- A tolerância é um sentimento que faz nobre a amizade.
- A paz é o sinônimo perfeito da amizade.
- A partilha é a amizade comunitária.
- A amizade não impõe condições; é incondicional.
- Amizade é amar os inimigos.
Quais os ingredientes indispensáveis para a existência da amizade?
- Mútua aceitação das pessoas pelo simples fato de existirem.
- As diferenças devem ser motivo de atração; nunca de desagregação.
- Desejar para o próximo aquilo que se deseja para si.
- Ver no semelhante, a imagem do Criador.
- A solidariedade é um dos ingredientes da amizade.
- O amor não pode ser dissociado; amizade não existe sem ele.
- A tolerância é um sentimento que faz nobre a amizade.
- A paz é o sinônimo perfeito da amizade.
- A partilha é a amizade comunitária.
- A amizade não impõe condições; é incondicional.
- Amizade é amar os inimigos.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
O QUE SE PODE ESPERAR DE 2009?
Nem era preciso dizer que a guerra no Oriente Médio entre palestinos e israelenses não teve a trégua tão esperada na virada do ano, pois isto era previsível para esse pobre povo belicoso, onde o ódio é coisa milenar – lá todos se odeiam e são odiados. Imagino pergunto: o que seria capaz de acabar com tal processo de guerras tornadas sem fim?
Esse povo (Israel) escolhido como Povo de Deus, que recebeu Canaã como recompensa depois do exílio no Egito, cuja viagem de regresso teria durado quarenta anos, mal chega à terra prometida e as guerras se iniciam. Por que falo disso hoje, no primeiro dia do ano – dia em que se deveria pensar a paz – aquele nobre sentimento de que resulta o amor entre os semelhantes. Mas nunca é tarde o suficiente para que as esperanças se percam.
Nossas esperanças repousam na expectativa de que governantes, empresários, trabalhadores e toda a humanidade, tivessem capacidade para solucionar graves problemas financeiros que assolaram o mundo ultimamente. A regulação das economias, com limites nítidos, poderia buscar a justiça social, que permitisse a justa partilha dos bens capazes da manutenção de vida digna a todos os povos. Seria demais pedir isto neste primeiro dia de 2009?
A vida digna a que a humanidade anseia pode ser entendida como: satisfação das necessidades básicas de alimentação, saúde, moradia e educação. Estes benefícios mínimos podem ser alcançados mediante a existência de trabalho justamente remunerado conjugado com a manutenção de políticas públicas mantidas com o legítimo senso da justiça social.
Mas nos permita Deus que o ano de 2009 seja o início de uma nova era para a humanidade, onde reine paz, fraternidade, justiça e que o amor pelos semelhantes se torne bandeira universal.
Um feliz 2009 a todos!
Esse povo (Israel) escolhido como Povo de Deus, que recebeu Canaã como recompensa depois do exílio no Egito, cuja viagem de regresso teria durado quarenta anos, mal chega à terra prometida e as guerras se iniciam. Por que falo disso hoje, no primeiro dia do ano – dia em que se deveria pensar a paz – aquele nobre sentimento de que resulta o amor entre os semelhantes. Mas nunca é tarde o suficiente para que as esperanças se percam.
Nossas esperanças repousam na expectativa de que governantes, empresários, trabalhadores e toda a humanidade, tivessem capacidade para solucionar graves problemas financeiros que assolaram o mundo ultimamente. A regulação das economias, com limites nítidos, poderia buscar a justiça social, que permitisse a justa partilha dos bens capazes da manutenção de vida digna a todos os povos. Seria demais pedir isto neste primeiro dia de 2009?
A vida digna a que a humanidade anseia pode ser entendida como: satisfação das necessidades básicas de alimentação, saúde, moradia e educação. Estes benefícios mínimos podem ser alcançados mediante a existência de trabalho justamente remunerado conjugado com a manutenção de políticas públicas mantidas com o legítimo senso da justiça social.
Mas nos permita Deus que o ano de 2009 seja o início de uma nova era para a humanidade, onde reine paz, fraternidade, justiça e que o amor pelos semelhantes se torne bandeira universal.
Um feliz 2009 a todos!
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