sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NOSSO HABITAT

Queiramos ou não, este é o mundo em que habitamos: seja harmonioso, hostil ou pacífico, este é nosso habitat. Por certo deveria ser harmonioso e pacífico, mas ao contrário, é hostil, tanto no sentido lato, como no estrito; não há como enxergar nossa moradia da maneira como nos foi legada, o Jardim do Édem. De lá, a maldade e a tentação demoníaca nos deixaram sem paz, harmonia e o estado de graça, que nos faziam criaturas pacíficas e contemplativas e semelhantes ao Criador.
Não sei se a evolução das espécies, ao invés de nos aperfeiçoar, fez regressão no comportamento, tornando-a cruelmente hostil e levada à prática de selvageria desmedida, especialmente contra os semelhantes. Observe-se que, animais ditos selvagens, apresentam abrandamento da ferocidade, tornando-se dóceis e domesticáveis; enquanto, nós humanos parecemos destinados ao inverso.
Basta que se leia apenas uma edição de jornal diário qualquer para que se verifique: as notícias são idênticas às do dia anterior e anteriores: a prática de crimes se sucede. São furtos, arrombamentos, assaltos, latrocínios, assassinatos, estupros, corrupção ativa e passiva, violência no âmbito familiar, violência no trânsito, golpes e tudo o que se possa imaginar de maldade contra os semelhantes. Parece que o gênio do mal está a vencer sempre.
De tudo isso, a que causas se pode explicar? O ser humano faz o meio em que vive ou sua vida é fruto desse ambiente? O assunto é por demais complexo, mas causas como educação infanto-juvenil, punições penais e ressocialização dos infratores.
Punição penal e ressocialização não devem ser entendidas como superlotações prisionais e falta de ocupação laboral dos detentos; Na verdade, as práticas criminais estão fora do controle e já passam do momento de o Estado se preocupar e tomar atitudes a fim de evitar que o crime se torne um poder paralelo, por enquanto; podendo, inclusive, oficializar-se como poder principal.
Nunca é demais apelar para que a sociedade organizada pense e aja no tempo devido, e com urgência.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NOTÍCIA

Lançamento de livro
No próximo 31 de outubro, a partir das 8,30 hs será lançado o livro “MEMÓRIAS III – 30 anos em Vila Velha sob a terceira ponte, no cruzamento das ruas Henrique Moscos e São Paulo, ocasião em que o autor, Idomar Taufner, concederá autógrafos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

IRREGULARIDADES NAS RUAS DE VILA VELHA

As obras de recuperação dos pisos das ruas, calçadas para pedestres, retirada de árvores nocivas em meio às calçadas, colocação de tampas nas caixas das galerias pluviais, das caixas de passagem de fios telefônicos, de redes elétricas, de água, de esgotos e de canteiros de obras por toda parte dão à cidade de Vila Velha verdadeira paisagem lunar, com direito a inúmeras e imensas crateras.
Lembrar que, daqui a alguns dias ou meses, teremos ruas asfaltadas isentas de irregularidades, de buracos, de ressaltos, de árvores nocivas a exibir raízes destrutoras de calçadas, entupidoras de dutos de água, de galerias pluviais e todos os fossos dessas redes, ostentando tampas niveladas. Desta forma, não haverá desníveis, nem obstáculos, nem saídas abertas para que alguém caia, nem tropece nas irregularidades do solo das ruas de Vila Velha.
Se caírem chuvas intensas nesta primavera e no próximo verão, todas as obras de reurbanização terão que ser postergadas. Que bom! Assim, teremos aumento da produção de água, reabastecendo os lençóis freáticos, propiciando umidade para as plantas cultivadas pelos produtores rurais. Bom também, porque teremos que conviver com ruas esburacadas, inundadas por mais tempo. Disse bom porque podemos perceber que a população aprendeu a conviver com ruas desniveladas, esburacadas, calçadas irregulares, árvores que expandem suas raízes quebrando e levantando os pisos. Com isto criam obstáculos. À primeira vista, essas irregularidades deveriam provocar quedas, mas não é o que vem acontecendo: pedestres conhecedores das armadilhas que os espreitam por todas as ruas, calçadas, tampas de bueiros, de galerias, raízes de árvores expostas por toda parte. Isso tudo reduziu drasticamente o número de acidentes, como quedas, caídas em buracos e outros, por causa do aprendizado que tornaram as pessoas cautelosas.
Assim que concluídas essas obras de recuperação das vias urbanas de Vila velha, novamente pedestres, confiando na perfeição das vias, transitarão seguros e, com certeza, poderão ocorrer maior número de quedas. Aí, sim! Sentiremos saudades de quando as ruas de Vila Velha ostentavam buracos, desníveis e outras irregularidades. Agora todo cuidado é pouco: qualquer descuido e os cidadãos estarão literalmente no chão!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

MORTE DE ALGUÉM JÁ FALECIDO SIGNIFICA...

Pelo menos, verificando num livro sobre interpretação de sonhos, não existe esta hipótese, tudo levando a crer que o fato nada signifique. Mas, costumo fazer ilações sobre qualquer assunto, não será desta vez que um fato fique sem meus comentários, mesmo que sejam hipotéticos.
Durante uma festa que ocorria nesta madrugada, presentes nossa família, amigos, vizinhos e outras pessoas de quem não me lembro, a não ser de um jovem português a quem minha irmã Odila desejava ser apresentada. Como não se tratava de pessoa do nosso convívio, Odila se aproximou do tal português, apresentou-se como integrante de uma entidade denominada “Gomes da Costa”. Bom, este nome me trazia à lembrança, uma marca de sardinhas em conserva e o nome de um prato: “Bacalhau a Gome da Costa”, nada mais que isso. Parecia que Odila fez alusão a tal entidade denominada “Gomes da Costa” para que tivesse um caminho que a levasse a alguma coisa de origem portuguesa. Assim, estava aberto um canal de comunicação, logo concretizado com Odila se aproximado do tal português, de cujo nome não tínhamos conhecimento. Falaram muito, embora eu não tivesse conhecimento acerca de que dialogavam. Odila, certamente, contava a respeito de coisas e fatos que lhe ocorreram durante o tempo em que exerceu a profissão de Assistente Social e o português, do que falava?
Outras pessoas presentes, rodeando grande mesa repleta de alimentos e de bebias finas, conversavam animadamente, durante esse evento festivo, até que, em dado momento, minha cunhada Bel chamou Anésia, minha esposa e disse: - Tenho uma notícia nada boa para vocês. Recebi telefonema, avisando que seu sogro acada de falecer. Quem? Sogro de Anésia? Meu pai? Não, este não pode ser, ele já faleceu a exatos dez anos. Por acaso, Anésia teria outro sogro, que não fosse meu pai? Anésia ter outro sogro que não fosse meu pai, existem duas hipóteses, embora inviáveis: uma delas seria ter se casado comigo, já viúva e outra, se tivéssemos separados, estando ela viúva, separada, desquitada ou divorciada. Nada disto, estamos casados há quase meio século e o fizemos quando solteiros. Mas me ocorre uma idéia: Talvez Anésia tenha se casado com outrem em alguma vida passada. Quem sabe?
E a interpretação do sonho? Pensando bem, ontem a noite comi muito mais do que devia e isto, certamente, fez-me sonhar coisas estapafúrdias.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

COQUEIROS, CASTANHEIRAS, AROEIRAS E...

Recentemente, deram-me notícia de que, a partir de agora, árvores, arbustos, bromélias, ramagens, relvas e demais vegetais conviverão harmonicamente, tanto nos canteiros postados no calçadão, quanto naquelas vicejantes em segmentos de areia da nossa praia. Agora sim, castanheiras sombrearão, abrigando banhistas, pássaros e insetos arbóreos; todos terão convivência junto com as novas palmeiras. Disto resultando harmonia de vidas vegetal e animal. Coqueiros e palmas silvestres farão parte da diversidade arbórea da Praia da Costa, fazendo-lhe ornamentação, enquanto emprestam contraste às folhagens, exibindo palmas açoitadas pela força, ora da brisa mansa, ora do vigor dos fortes ventos.
Nada mais justo que, árvores e outros vegetais originários da restinga litorânea se juntem a essências da mata atlântica, a espécimes oriundas do cerrado, da caatinga, da floresta amazônica, das savanas africanas, das estepes russas, das essências da exótica vegetação oriental. Isto quer dizer que, também, na Praia da Costa, a diversidade de espécimes vegetais oriundas das remotas regiões do planeta venham fazer aqui um ecossistema sui generis, merecendo nossa aprovação e aplausos.
Várias pessoas, algumas conhecidas, outras não conhecidas; todas me davam essas notícias e me parabenizavam por nossas vitórias alcançadas na proteção e na conservação de toda a riqueza botânica que ornamenta nossa orla. Bem que essas coisas poderiam ser verdade; talvez o sejam ao menos ao longo dessa madrugada. Daqui a alguns instantes, eu farei a caminhada matinal e poderei constatar se procedem essas notícias!

sábado, 19 de setembro de 2009

COQUEIROS, COQUEIROS, SÓ COQUEIROS...

Pelo jeito que vão as coisas, Praia da Costa será um nome nostálgico, do tempo em que havia areia, diversidade de árvores, até castanheiras havia. Hoje, melhor: amanhã ou depois de amanhã, poderá ser nomeada a “Praia do Coqueiral” ou, ainda, do “Cocal”, das “Palmeiras”, das “Palmáceas” ou coisa equivalente.
Enquanto ecoam notícias de que castanheiras e outras árvores “nocivas” à praia serão substituídas por coqueiros, já não temos dúvidas, pois, a cada manhã, se vêem coqueiros e mais coqueiros transplantados, já como árvores adultas, a exibirem nos troncos sinais de desnutrição e desidratação e repletos de cicatrizes causadas por brocas e pelos anéis deixados pelas marcas das folhagens caídas. Deixam-nos a certeza de que se trata de velhas palmeiras arrancadas de um sítio qualquer por alguém, que, sentindo os resultados improdutivos desses vegetais, os erradicam e os doam à municipalidade de Vila Velha, a fim de que sobrevivam, emoldurando as orlas da Praia da Costa, de Itapoã, de Itaparica (esta voltará ao “status” de “Coqueiral", conforme foi conhecida há alguns anos), indo adiante para outras praias...
Pobres plantas! Retiradas à força do seu habitat, sentem os sinais da fome e da sede Para alcançarem nutrientes e água, na medida em que desenvolvem tentáculos radiculares, demonstram todo o sofrimento expresso nos sinais aparentes de dores e de desnutrição. Muitas sobreviverão e ainda, depois desse desterro, vicejarão belas e esguias, oferecendo deleite visual aos frequentadores destas nossas praias, podendo bronzearem-se a bel-prazer sob o sol que não tem mais o obstáculo, principalmente, das frondosas castanheiras, retiradas há algum tempo para sorte dos coqueiros.